quinta-feira, outubro 05, 2006

A arte de inovar


Recentemente, precisei fazer um trabalho sobre inovação. Qual não foi minha surpresa, como fruto de qualquer pesquisa, adquiri muito conhecimento. No entanto, o mais interessante foi me deparar com dezenas de criações e inovações que surgiram ao longo do tempo. Eram adaptações de objetos já existentes para melhor forma de utilização ou para forma de aproveitamento, ou simplesmente, uma invenção diferente de qualquer coisa que existia que traria diversos benefícios ao homem.
O clipe, por exemplo. É coisa recente, acredita? E quem se imagina hoje sem ter um clipe na mesa do escritório? Há mais ou menos um século, em 1899 um inventor norueguês, de conhecimentos vastos na ciência da matemática e eletrônica, inventou o clipe para papel. No entanto, Johan Vaaler não é o responsável por este patente, que é atribuída a uma empresa inglesa. Desde então, o clipe sofre mutações de cor, tamanho, material de fabricação, design, mas não deixa de ser objeto útil e simples.
Inovações como a criação do clipe devem ser cada vez mais praticadas pelas organizações. Mudar a posição do computador, trocar as posições dos utensílios da mesa do escritório, temporariamente assumir a responsabilidade de outro executivo, mudar a embalagem de um produto, são exemplos de inovações simples que podem trazer benefícios para uma empresa e fazer toda a diferença.
Mudar pelo simples prazer da mudança já é uma inovação. Se fizer a mudança da posição do computador com certeza já irá ver o ambiente de trabalho de outro ângulo, pode estar mais próximo do colega de equipe ou de frente para a janela que ao fundo lhe presenteia com o Cristo de braços abertos. Deste dia em diante, os finais de tarde podem se tornar mais agradáveis e o final do expediente não será um martírio, mas um prazer. Este é um exemplo simples que poderá trazer um aumento de produtividade de um funcionário.
Agora pelo lado comercial, que se faça uma análise da trajetória do refrigerante de cola mais vendido no mundo, a Coca-Cola. Em 1886, era apenas uma bebida refrescante. Durante duas décadas, a empresa soube inovar e desta forma conquistou o primeiro lugar no mercado de refrigerantes. É marca reconhecida e consumida mundialmente. O formato de suas garrafas, desde o início sempre foram uma identidade. Basta colocar uma sombra do modelo da garrafinha de Coca-Cola que todos já reconhecem o produto.
Que eu possa me lembrar, conheci a garrafa de 1 litro, em vidro e com chapinhas de metal que eram abertas com auxílio de abridores. As garrafas eram retornáveis, ou seja, era preciso levar o “casco”. Para comprar outra. Hoje, há diversos tamanhos, em vidro, em material reciclável. A campanha publicitária na época do lançamento das chamadas garrafas pet, de 2 litros, reforçava a vantagem que elas eram inquebráveis. Ah! A tampa é de rosca e não precisamos mais colocar umas tampas da época da vovó para o gás não sair.
A Coca-cola, como outras diversas invenções, que sofreram mudanças ao longo de sua trajetória, acabam fazendo história. No mundo empresarial, esta prática também pode trazer resultados positivos para o negócio. É preciso antes de tudo estar atento as possibilidades que o mercado oferece, o que não é muito difícil nestes tempos em que as mudanças são velozes. As organizações precisam encontrar um equilíbrio entre o risco e o retorno que aquela inovação irá trazer. E, principalmente, não ter medo de arriscar, muita cautela pode ser o risco.
A inovação é uma questão de sobrevivência não só para o meio empresarial, mas para os profissionais também. Aquele que não inovar “será engolido” por aqueles que aproveitaram as portas que se abriram. Inove, mude e não fique pra trás.

1 Comentários:

Às 3:02 AM , Blogger Madruga disse...

Hum... ficou bonzinho isso, heim?

 

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